Mobilidade urbana com olhar voltado para a sustentabilidade e bem-viver, ao promover o direito à cidade, é o foco da gratuidade no transporte público coletivo. Pensando nisso, foi lançada nesta quarta (26), no Plenário da Câmara Municipal de São Leopoldo, a Frente Parlamentar em Defesa da Tarifa Zero no Transporte Coletivo. O encontro contou com a apresentação sobre a Política Pública da Tarifa Zero, por Giancarlo Gama, especialista no tema, da ONG Jevy Cidades, de São Paulo.
Conforme Gama, em média as prefeituras gastam 0,90% dos seus orçamentos anuais com tarifa zero. “As cidades gastam mais transportando resíduos sólidos do que com transporte de pessoas. Quase 90% das cidades custeiam a tarifa zero 100% com recursos próprios municipais, sendo que custa em média 12 centavos com cada cidadão, por dia, para a gratuidade universal”, ressalta.
O especialista também demonstrou que a tarifa zero promove desenvolvimento econômico, pois aumenta a receita e fomenta o comércio local. Ele citou o exemplo do município de Maricá, no Rio de Janeiro, com cerca de 200 mil habitantes, onde a tarifa zero foi implementada há 10 anos. “A cidade registra uma economia de 12 milhões mensais para as suas famílias, recursos que podem ser investidos em alimentação, por exemplo”.
Outro argumento potente sobre essa política pública diz respeito ao retorno político que a implementação da tarifa zero garante: 89% dos prefeitos que implementaram a tarifa zero no transporte público se reelegeram.
Para o vereador Anderson Etter, o lançamento da frente parlamentar marca o início do debate no legislativo. “Com essa apresentação conseguimos subsidiar os vereadores e a vereadora com as informações necessárias para se fazer o debate na cidade”.
Participaram da atividade, os vereadores Fábio Bernardo (PT), Karina Camillo (PT), Alexandre da Silva (PL) e Daniel Daudt (PL), as assessorias do vereador Fabiano Haubert (PDT) e Ricardo Luz (PT), além de demais assessorias parlamentares.